Arquivo da tag: escrever é difícil…

Amigo

Além de laço de cadarço, só conhecia nó cego. Foram quatro, um para cada mão e pé, todos bem firmes na cadeira. Deu tremedeira, um cagaço danado de algo sair errado, então resolveu checar. Todos corados, ufa!, bom não ter … Continuar lendo

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Premonição

“Êi! Êi! Tem gente atravessando!”, o berro reforçado por três tapas na lataria do táxi que parou um metro à frente do sinal de pedestres e não satisfeito deu marcha-ré e por pouco não atropelou os que ainda tentavam chegar … Continuar lendo

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Obrigado, René Clair

Como qualquer gato, aquele não valia nem a unha da pata traseira esquerda, a mesma que o dono desistira de aparar na semana anterior por conta da trabalheira que deram as outras três. Dos quatro meses desde a chegada do … Continuar lendo

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Gigante vermelha

Abriu os olhos devagar, recolhendo as pálpebras numa delicadeza só. Quase um gato angorá, só faltava ronronar. E o jeito de se espreguiçar? Pareceu coisa de método Stanislavski ou exercício de terapia corporal, primeira vez daquele jeito. A vida toda … Continuar lendo

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Determinismos

Sem saber muito bem do que se tratava, entrou numa página de psiquiatria. Viu de cara a sigla DSM.IV com o significado por extenso logo abaixo e agradeceu à mãe por não deixar que largasse o curso de inglês. Não se … Continuar lendo

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Não vai dar não [1]

– Alô, gostaria de falar com Fulano. – Quem deseja? – É Sicrano. – Sicrano? Nossa, há quanto tempo. – Uns bons vinte anos, né? Mas tô de volta, o bom filho à casa torna. – Então seja bem-vindo. – … Continuar lendo

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Xifópagos

Entraram de mãos dadas, dela a esquerda. Um belo casal, todos concordariam, desses espécimes que, à primeira vista, parecem flutuar sobre o chão, transportados por uma daquelas nuvenzinhas onde pequenos e rubicundos anjos tocam harpa e flauta doce, lugar comum … Continuar lendo

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Matemática

Há quinze anos te espero. Não catorze; não dezesseis. E nem adianta fingir. É de você que eu falo, Clara, de você, que sempre soube de mim, do que me era mais caro. Sim, já são 5.478 dias — porque … Continuar lendo

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Raílda

______— Raílda? O sorriso largo disse que era. E se acontece de uma porção de gente nunca ter ouvido esse nome, ele estava fora da porção. Aquela foi apenas a primeira pronúncia do primeiro dia da imensidão que ainda viria, … Continuar lendo

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Um sujeito menor

Pouco trágico, pouco indulgente, pouco industrioso. Apoucado, exceto de mornidão. Um miserando. “Sempre me surrupiaram o cimo!”, barrocava. Sua atividade diária: ver quantas vezes chegara atrasado, quantos à sua frente faziam das ideias obras. Resultado: retardatava, até no imaginado. Creditava … Continuar lendo

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