Os ares do Alemão

O blog tem andado às moscas, no twitter quase não pio e daqui a pouco o facebook inaugurará comigo a ferramenta dislike, é quase certo. Mas tudo por uma boa causa, da qual aos poucos darei ciência. Enquanto não adianto nada, vão aqui algumas fotos e um pequeno sobrevoo pelo Complexo do Alemão, de dentro de uma das gôndolas do teleférico, que começou a funcionar todos os dias da semana desde sábado último. Esses vídeos são de  ontem, domingo, depois de um evento ocorrido na estação Palmeiras, a última do teleférico. Mas antes, duas fotos tiradas de lá.

Pus o foco no alambrado da futura quadra poliesportiva — que como está, de terra batida, só dá para chamar mesmo de futura, embora a molecada das redondezas já esteja usando —, mas o que me interessa está no fundo, naquela estradinha subindo o morro, que dá pra ver melhor abaixo:

Não sei se você ainda não lembra que lugar é esse, então vou refrescar a sua memória:

Sim, foi essa imagem que correu o mundo no ano passado, agora você certamente lembrou. Mas te garanto uma coisa: de maneira nenhuma ela reflete o que é o Complexo do Alemão.

E não digo o Alemão do ano passado, quando a imagem passou em todo canto, mas o Alemão de sempre.

Já dei a entender que ainda não é hora de dar muitos detalhes sobre o que ando fazendo nessa área. São apenas vinte dias desde que pus os pés por lá pela primeira vez, então não passo de um gringo no samba daquelas paragens — gringo do funk nem se fala. Mas prometo, depois que cumprir alguns critérios mínimos, que vou contar mais detalhes. Os mínimos são os seguintes: assim que eu puder ciceronear razoavelmente algum dos meus amigos, que fizermos o circuito gastronômico em busca dos melhores quitutes locais — certeza que em 2012 ele sai —, que passearmos pelas áreas de mata reflorestada guiados pelas educadoras ambientais Cátia e Kelly ou pelos jovens capacitados pelo Verdejar, que apreciarmos os mosaicos das estações feitos pelas artesãs do Musiva (e os da numeração de várias casas, que vão ficar bem bonitos), que formos a uma roda de samba — desculpem, mas os bailes funk eu passo —, que assistirmos a uma sessão no CineCarioca da Nova Brasília e que eu possa apresentar os meus mais recentes amigos de infância, alguns deles parceiros de labuta com quem tenho aprendido muito mais do que ensinado. Enquanto sigo longe de alcançá-los, no máximo mostro algo como este post.

E sobre os videozins cá de baixo — por problemas técnicos seguem os links, assim que as coisas se ajeitarem nos blogs do OPS! eu ponho os próprios —, não se iludam, o que verão é apenas um trecho entre duas das cinco estações construídas dentro do Complexo — fora a primeira, que fica na estação Bonsucesso do trem. E o que mais quero agora é poder filmar e fotografar à noite. Assim que o fizer, repito a dose por aqui.
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[Saída da estação Palmeiras]

httpv://youtu.be/eAWxj6je2Jw

[Quando fiquei sozinho na gôndola, deu para registrar em 360º]

httpv://youtu.be/RQDcCy-ZbFE

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6 respostas para Os ares do Alemão

  1. Pingback: Ricardo Cabral

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  4. Guil Kato disse:

    Está fazendo trabalho voluntário no Alemão?
    Quero ser o primeiro ciceroneado por você lá!

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  5. Quequel disse:

    Que legal! Minha experiência com favelas e periferias urbanas é igual a zero, quero aprender um pouco contigo. Aguardo as boas novas. Boa sorte!

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  6. Pingback: A função psicológica do trabalho | Ágora com dazibao no meio

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