Perversão

Um pacto bem simples: entre os dois só a verdade, sempre, não importasse qual.

Ligou pra Lúcia, amiga de infância de Sílvia. Preciso conversar com você, pode ser às sete?, te apanho no trabalho. O primeiro chope nem pela metade e ele atacou sem dó, até ouvir aqueles Sérgio, não, para com isso largados no chão, ao lado do sutiã, meu Deus, o que foi que a gente fez!, a Sílvia não pode saber, ela nunca vai me perdoar… Ele ouviu, com ar de tudo bem, você tem razão, nem esperando ela entrar no prédio para engrenar a primeira e sumir dali, a Lúcia que se foda.

Já em casa, encostado no batente da porta do quarto: Sílvia, combinamos a verdade, pausa, sempre, pausa, foi com a Lúcia, pausa, caprichando nos detalhes sem disfarçar o gozo de vê-la murchar.

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8 respostas para Perversão

  1. Marcelo D. disse:

    Gênio do mal, esse Sergio.

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  2. Pingback: Ricardo Cabral

  3. Pingback: Afonso

  4. Pingback: Marcelo Darw

  5. Monsores disse:

    E você, Ricardo, vem com essas idéias justamente quando eu não preciso. Ao menos por enquanto.

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  6. Monicca2654 disse:

    Recomendo. RT @dazibaonomeio: "Perversão" [Ágora com dazibao no meio] http://t.co/CPEqUs9j
    +1

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