"Eu sei que bati na minha mulher" [Página/12]

Página/12, 23-06-2011

Andrea Pellegrini *

A autora narra sua experiência em um dos centros terapêuticos franceses que trabalham com homens condenados criminalmente por violência conjugal: eles intervêm sobre “os processos psicológicos que engendram a violência, para evitar recidivas e repetições de geração a geração. A terapia com os responsáveis pela violência conjugal é considerada indispensável para proteger as vítimas”.

O número de mulheres mortas em consequência da violência de gênero cometida pelo companheiro ou ex-companheiro continua muito elevado. As cifras dão calafrios. Na França, a cada três dias morre uma mulher dentro de casa, espancada pelo próprio cônjuge. As vítimas fatais são apenas a ponta do iceberg da violência e da discriminação sofridas por elas. Só 9 por cento das mulheres se atrevem a  ultrapassar a esfera íntima e denunciar essa situação. O problema da violência de gênero não pode ser visto apenas como um problema pessoal. O comportamento do homem violento pode inscrever-se num tipo determinado de personalidade, mas isso não é suficiente para explicá-lo. A violência é entendida dentro de um contexto sociocultural, de um processo de construção social dos gêneros e, particularmente, de construção da identidade masculina. Eles, os protagonistas da violência conjugal, falam sobre o assunto melhor do que ninguém. Na França existem sete centros de atendimento para esses homens. São associações que se apresentam como um espaço onde se pode verbalizar sobre a violência, e há alguns anos estas mediações têm sido um complemento indispensável para a proteção das vítimas. Não basta os limites impostos pela lei: é indispensável que haja uma intervenção terapêutica caso se queira rever os processos psicológicos que engendram a violência, evitando assim recidivas e repetições de geração a geração. Durante um ano venho participando como observadora do projeto piloto de uma associação afiliada à Fnacav (Federação Nacional de Associações e Centros para Autores de Violências Conjugais e Familiares), que trabalha em estreita colaboração com o Serviço Penitenciário de Reinserção. Os homens reúnem-se ali por obrigação, por decisão da justiça. Entre os que frequentam, alguns vêm da prisão, outros estão em liberdade condicional, outros em prisão domiciliar, com pulseiras eletrônicas. Todos foram condenados por violência conjugal em todas as suas formas: física, verbal e sexual. É um grupo representativo do conjunto da sociedade: o inferno conjugal existe em todos os meios sociais e culturais. Reunidos nessa mesma categoria estão um jardineiro, um investigador, um pedreiro, um funcionário de tribunal, um barman, um comerciante, um eletricista. Da banalização à tomada de consciência, da raiva à aceitação, do factual ao íntimo, o caminho é longo e sinuoso.

Todos começam defendendo-se, falando da violência desencadeada pelo outro: a mulher. A versão mais comum é a do acidente. São incapazes de reconhecer-se como homens violentos e tentam justificar seus comportamentos como sendo respostas a um contexto pontual. A passagem para o ato é narrada como sendo um transbordamento ocorrido numa situação excepcional. Mohamed é um homem de trinta anos, com jeito de gordo bonachão, desses que parecem incapazes de matar uma mosca. Foi condenado a dez meses de prisão porque sua mulher o denunciou logo depois de uma discussão: ‘Ela xingou minha mãe, eu dei-lhe um chute na perna e fui embora, saí pra dar uma volta porque ela me tirou… Os vizinhos a levaram pro hospital e, com o atestado médico na mão, fizeram que ela assinasse a denúncia… Eu não sabia de nada, tinha saído pra dar uma respirada… É qualquer coisa… Eu sou um cara calmo!’.

Remi, funcionário público, vinte anos, banaliza o ocorrido evocando-o como um mero imprevisto. Quando o escutamos, parece que fala de um acidente de carro: ‘No meio da discussão ela atravessou na minha frente e eu me choquei com ela, nos chocamos, mas foi algo excepcional… A decisão da justiça foi exagerada. Não ficou nem marca roxa!’.

Os outros assentem com a cabeça. Essa é a primeira impressão compartilhada por eles: a de injustiça. Todos coincidem que as medidas legais foram exageradas, todos dizem perceber que se excederam no meio de uma briga, mas minimizam os fatos, os golpes, as marcas no corpo: ‘Foi só uma briga’; ‘Eu a empurrei e ela caiu de mau jeito’; ‘Ela fica roxa com facilidade’; ‘Dei-lhe dois tabefes, foi só isso, tudo já ficou pra trás!’. Para eles as pancadas são insignificantes. É a decisão judicial o que verdadeiramente os afeta, porque a partir dela a violência se torna palpável e a visibilidade de seus atos começa a incomodar. Num primeiro momento, a sentença se mostra mais traumática do que o ocorrido na esfera privada.

‘O mais terrível foi ir ao tribunal. Vieram me buscar em casa às dez da manhã’, diz Alex, um rapaz de vinte e quatro anos que trabalha num dos bares mais hype da cidade. ‘O pior dessa história é ter que usar a pulseira eletrônica, saber que você está com ela o tempo todo, pra dormir, pra tomar banho…’.

A decisão da justiça marca o início da tomada de consciência sobre a gravidade dos fatos cometidos; por isso, uma das prioridades do governo francês e da Federação é articular a lei com a tomada de consciência. Trata-se de um momento crucial na vida destes homens: a articulação entre o público e o íntimo, entre o social e o pessoal. Para eles falar é difícil, mas conseguir que se expressem é uma forma de começar a proteger as mulheres. São na maioria homens ‘de ação’, com uma real dificuldade de elaborar e simbolizar.

Representações mentais insuficientes fazem com que em várias sessões seu discurso se organize ao redor da realidade concreta e do que há de mais trivial: falam de seus trabalhos, do cotidiano, de mecânica, tudo com riqueza de detalhes. A resistência em abordar o mundo interno e íntimo é um denominador comum. Naquele dia, Alex, em liberdade condicional, estava angustiado porque a sua nova companheira estava indo morar com ele sem saber do inferno que ele vivera com sua parceira anterior, mas passou quase toda a sessão falando de suas dificuldades com a instalação da fiação elétrica em uma outra casa. Faltando dez minutos para terminar a sessão, Anthony diz: ‘Mas de que diabos a gente está falando? A gente vive mijando fora da privada!’.

Todos os membros do grupo possuem esquemas bem enraizados a respeito da relação entre homens e mulheres, justificados por um discurso social dominante bem demarcado. Durante as sessões fala-se muito de mulheres: da própria e de todas as outras, porque são ‘um caso a parte’; ‘são todas iguais’; ‘se você não quer que seu homem vá embora tem que fazer o mínimo pra ele, não é?’; ‘te confundem o tempo todo e te envolvem com suas besteiradas’; ‘é, rapazes, todos temos o mesmo modelo’ (falando a respeito de suas mulheres).

Quando estão juntos acabam enfurecidos com ‘elas’ e coincidem em quase tudo. Nesses momentos ninguém parece ter consciência do caráter sexuado de suas palavras, menos ainda de seus atos: ‘Ué, um dia ela também me deu um tabefe e nem por isso eu chamei a polícia!’.

Nesse dia éramos só duas mulheres no grupo, a terapeuta e eu, mas nossa presença real foi momentaneamente esquecida e um deles protesta: ‘Por que nunca tem mulheres no grupo, hein?… Por quê?… Onde estão as mulheres?… A gente bem que podia convidá-las, já que elas têm tanta coisa pra dizer, não é?’. A sessão termina com uma espécie de conclusão: ‘Minha chefe, minha velha, minha tia, minha mulher, são todas iguais, me tratam da mesma forma: comem os meus miolos’, e todos concordam.

Apesar de si mesmos, estes homens dizem muito sobre os lugares determinados e inamovíveis que eles ocupam, o que explica a complexidade da violência entre homens e mulheres, sempre engendrada na conjunção de representações rígidas sobre a diferença de gêneros, na reprodução dos modelos familiares, numa incapacidade ou falta de elaboração e simbolização dos acontecimentos da vida.

Para estes homens, o grupo funciona como uma contenção: favorece a expressão dos conflitos pessoais. As histórias de alguns repercutem e ecoam nos outros: ‘Se eu fosse o único no mundo, estaria num manicômio — diz Anthony. — Pelo menos sei que não sou o único idiota sobre a face da terra’.  Sentem-se pertencendo a um grupo do qual cada um se distingue e define a partir de sua própria história: ‘A tua história me faz pensar na minha, mas cada história é diferente, não é?’, diz Alex para Anthony. ‘Sim, é parecida, exceto pelo fato de eu ter esperado treze anos para me separar’.

Dos seus rígidos lugares e apesar da recorrência em suas palavras, estes homens nos ensinam muito sobre a complexidade da violência entre homens e mulheres. Nessa zona escura em que convergem histórias de vida, modelos familiares, representações rígidas sobre a diferença entre os sexos e a incapacidade para elaborar tudo isto, pouco a pouco se elucida o surgimento da violência. Para estes sujeitos, a palavra vai substituindo paulatinamente os efeitos de separação anteriormente representados pelos golpes. Transformar a passagem ao ato em ato de passagem é o trabalho em que nos concentramos a cada sessão. E a palavra torna-se cada vez mais significativa.

O ano termina e a minha missão chega ao fim. Alex deixará o grupo porque vai mudar de cidade: ‘Há mais de um ano frequento o grupo e hoje vou embora… Eu tinha um monte de preconceitos, o grupo me dava medo. Não queria falar com ninguém sobre o que aconteceu, mas hoje me sinto bem com o grupo, mesmo que ainda tenha vergonha de falar de algumas coisas… É bom poder analisar para não repetir… O que aconteceu é uma mancha no meu currículo, uma mancha na minha vida… Não quero reproduzir o esquema do meu pai, que é pra mim como se fosse um caminho predefinido, e acabar fazendo mal às pessoas que amo… Vendo a gente aqui reunido, começo dizendo a mim mesmo que, embora um ato não resuma aquilo que o homem diante da gente é, mesmo que vocês não me conhecessem eu sei que bati na minha mulher, volta e meia revejo a cena e sei no que posso me tornar de vez em quando, e também como verdadeiramente sou. Tenho essa mancha, visível e resistente. Aqui posso falar do problema que mora dentro de mim: a violência’.

Essa também foi a minha última sessão. Dia de despedidas. Mais uma vez, a questão da separação.

* Licenciada em Linguística e Psicanálise, Universidade de Paul Valéry, Montpellier, França. O texto será publicado este ano no sitio da Fédération Nationale des Associations et des Centres de Prise en Charge d’Auteurs de Violences Conjugales et Familiaires (Fcanav)

.[Tradução de Ricardo Cabral, a quem cabe todo o ônus pelas falhas.]

* * * * *

Desconheço iniciativas semelhantes no âmbito da saúde mental pública brasileira, deixando claro que meu desconhecimento sobre o assunto não implica em que elas não existam. Sei sobre duas organizações não-governamentais aqui no Rio de Janeiro: o NAV – Núcleo de Atenção à Violência, de orientação psicanalítica, e o NOOS – Instituto de Pesquisas Sistêmicas e Desenvolvimento de Redes Sociais, tendo a Perspectiva Sistêmica e o Construcionismo Social com base teórica. Quem tiver mais informações sobre o assunto aqui no Brasil para que eu possa somá-las à experiência relatada no texto, sinta-se à vontade.

Anúncios
Esse post foi publicado em tradução e marcado , , . Guardar link permanente.

10 respostas para "Eu sei que bati na minha mulher" [Página/12]

  1. Monsores disse:

    Eu sei – e você sabe que eu sei, digo você amigo não você blogueiro (se bem que eu gosto de pensar que você é essas duas pessoas ao mesmo tempo) que eu sei o que é perder a cabeça com um relacionamento.

    Eu só nunca vou saber de verdade, menos porque eu não consiga, mais porque eu prefira não saber – quem fez a cabeça de quem ir abaixo.

    O que eu sei depois de ler esse texto é que definitivamente a violência não mora dentro de mim.

    E por hoje isso me basta.

    Grande abraço,
    André

    Curtir

  2. Monsores disse:

    Só complementando:

    Você que tantas vezes fez com que eu questionasse essa mania que temos de falar de nós mesmos é justamente quem mais faz com que eu pense em mim o tempo todo – pelas coisas que já nos dissemos por e-mail, pelas coisas que você já escreveu aqui ou pelas coisas que outras pessoas escreveram e postou. Mas eu sempre me permito ir além, então…

    1. Acho louvável a iniciativa de querem curar essas pessoas, mas acho que tem uns que não têm jeito mesmo (e deixo para quem entende definir o que fazer nesses casos)

    2. Depois de tantas revoluções – lhe pergunto novamente (lembra?) quem há de olhar por nós, heterossexuais do sexo masculino? Quem há de nos ajudar com tantas (justas) mudanças no contexto social moderno depois de anos de dominação do macho? Talvez não tenhamos chegado a tanto, mas acho que estamos perto de realmente precisar de ajuda.

    Outro abraço,
    André

    Curtir

    • Ricardo C. disse:

      Respondendo às duas mensagens, primeiro creio que parte do ajustamento nas relações entre mulheres e homens se dá e seguirá ocorrendo no âmbito do diálogo, das tensões e da necessidade de negociação, em função das mudanças na contemporaneidade. Essa tensão não ocorre apenas por conta do maior espaço conquistado pela mulher, mas tb pelas próprias consequências da globalização, e interfere nas relações de poder, com alguns querendo mantê-lo e outros querendo algum para si. A despeito disso, o espaço dos heterossexuais do sexo masculino está longe de perder sua condição privilegiada, então não é preciso fazer bico por conta das reivindicações de gente que antes nem podia sonhar em abrir a boca…
      Mas a ajuda disponível existe, é questão de estar disposto a buscá-la. O problema é quando não se pensa que se precisa de ajuda, ou quando o modelo mais tradicional leva o sujeito a associar esse tipo de pedidos a “fraqueza”, “falta de hombridade” ou aspectos parecidos. Esse é um nó que precisa ser desatado com o tempo, não é tarefa fácil. Infelizmente nem tudo se acumula e a tua geração, por exemplo, mostra-se mais conservadora do que a minha em muitos aspectos, mesmo tendo mais acesso a informação, por exemplo. Enfim, há muito o que fazer e essa iniciativa aí de cima é apenas uma.

      Só uma observação em relação ao seu comentário: “essas pessoas” não são tão absurdamente diferentes de você e eu, por mais que nós não nos imaginemos agredindo mulheres física ou sexualmente. Te pergunto: e verbalmente, se imagina? Por outro lado, vale uma lida nos dois comentários da Flávia aqui embaixo. Sua experiência profissional é vasta e ela levanta questões culturais importantes, sem horizonte imediato de transformação, me parece.

      Abração

      Curtir

  3. flavia disse:

    Legal? O que vc anda fuçando em violência contra a mulher, hein?
    Por óbvio “vício” profissional, acho que a violência conjugal tem base muito mais cultural que psicológica (embora obviamente seja tb uma combinaçao de fatores). Em função disso, também entendo que a solução é muito mais educativa que propriamente “terapêutica”.
    Um aspecto interessante que os estudos da antropologia feminista vêm apontando apartir dos anos 90 – nao sei se vc conhece – é o aspecto relacional da violência. há um jogo no casal, do qual as mulheres participam e não conseguem escapar. A mulher é parte ativa desse jogo que desencadeia a violência masculina repetida viciosamente dentro desses relacionamentos violentos. Complexo e delicado! Claro que o feminismo ortodoxo caiu de pau nessa perspectiva, sem entender que ela não exime os homens da culpa – apensa a complexifica.
    E como vai querido? td bem com vc? bj

    Curtir

    • Ricardo C. disse:

      Flavia, bom ter comentários teus por aqui, ainda mais sobre um assunto que você domina como poucos. Quanto ao teu olhar mais cultural do que psicológico frente à questão da violência, não creio que o trabalho descrito no texto acima sugira algo diferente. Só aponta que “o inferno conjugal existe em todos os meios sociais e culturais”. A maneira como se manifesta é que pode mudar de acordo com o contexto sociocultural, mas dele não vejo que dela escape, seja em que sociedade for, a construção da identidade masculina, como diz o texto. Seja entre os jovens mongóis, tutsis ou num grupo supremacista branco holandês, parte da identidade masculina se constrói tendo como medida as demonstrações de força e estas passam frequentemente pela subjugação da mulher.

      Quanto à questão do jogo do casal que as pesquisas destacam, não me surpreende nem um pouco. É muito comum ver isso, creia, seja numa favela carioca ou no bairro dos Jardins. O mais importante é identificar os papeis que cada um desempenha no gênese da violência familiar, mas certo é que colocar o ônus em um ou outro não torna as coisas mais fáceis de entender e de transformar, que é o que interessa.

      Por último, quanto ao processo educativo em vez do terapêutico, creio que cada um tem as suas especificidades, e que esses trabalhos com grupos de homens agressores não deixa de ter uma dimensão pedagógica — ao menos para mim isso é claro nesse exemplo francês. O investimento na simbolização e na elaboração, isto é, na substituição dos punhos pela palavra precisa ser o ponto comum em qualquer das perspectivas, educativa ou terapêutica. Só não pode ser uma palavra que golpeie do mesmo jeito, mas uma palavra que vise o diálogo, a negociação, o acordo, o entendimento, nunca mais uma modalidade de violência contra o outro (e aqui a melhor articulação verbal da mulher frente ao homem, algo muito comum, também pode se mostrar tão violenta quanto os punhos do homem…).

      É isso. Hora dessas vou passear pelos links que você colocou aqui embaixo, ver um pouco mais sobre o assunto. O que gostaria é também de uma abordagem análoga à descrita no texto que traduzi, uma política pública na área da saúde mental, em âmbito federal, que trabalho com os homens agressores, justamente como forma de proteger melhor as vítimas e ajudar nesse mesmo processo educativo de que falas.

      Obrigado por compartilhar das tuas experiências e conhecimentos sobre o assunto.

      Beijos, tudo bem por aqui

      Curtir

  4. flavia disse:

    Voltei aqui para ver o que vc disse que ia responder hahah. td bem quendo acontecer me avisa.
    Mas agora que atentei para a sua notinha no final do texto. Minha ligaçao com o tema é maior que vc imagina. Mais em funçao da violência sexual, que tive que abordar por conta de um estupro que aconteceu durante o trabalho de campo. Em função desse estudo, participei de um projeto aqui na ufsc coordenado pela prof. Miriam Grossi – um levantamento dos trabalhos acadêmicos produzidos em 30 anos de estudos sobre a mulher. A Miriam coordenou e a “vice” coordenação ficou entre mim e ROzeli Porto (que fez uma dissertação sobre vilência contra mulheres gravidas. Fizemos o levantamento de pesquisasacadêmicas em todas as áreas em todo o Brasil. Fizemos um banco de dados com todas essas referências. há algum tempo tentei acessá-lo e nao consegui, acho que estabva em manitençao, Dê uma olhada no n´¨celo coordenado pela miriam na ufsc, nigs: http://www.nigs.cfh.br bj, f (Ah, publicamos alguns livros a respeito veja lá no site do nigs)

    Curtir

  5. flavia disse:

    perfeito, ricardo! Muito boas tuas reflexões! Olha, lemos muita coisa em pouco tempo naquela pesquisa, E faz anos que não mexi mais. lembro de um mestrado que tratava de uma trabalho semelhante com homens agressores, mas acho que era do serviço social. Realmente não lembro, teira que olhar no banco de dados, pq eu perdi todasas minhas fichas de leitura, mas no Nigs tem. Da psiquiatria lembro de um trabalho de que gostei, mas sobre estupro, e o foco estava nas vitimas. Até usei-o num artigo meu sobre o tema. E sobre educação como solução estava falando mais como instrumento p/ mudança social mesmo. Acredito )preciso acreditar) nas recuperações individuais, educativas e terapêuticas, do agressor e da vítima! bjs, querido.

    Curtir

  6. fontinatti disse:

    A Delegacia de Mulheres de Belo Horizonte mantém ou mantinha um serviço de psicologia em parceria com a UFMG (Profa. Sandra Azerêdo), que também coordena uma equipe multiprofissional nas casas abrigo para onde são levadas as vítimas de violência. O atendimento é voluntário no caso da Delegacia, mas há casos de homens que procuram.

    Curtir

    • Ricardo C. disse:

      Bom saber disso, Fontinatti, mas gostaria de iniciativas para trabalhar especificamente com os agressores, o que seria uma maneira mais interessante do que apenas as medidas punitivas, pois estas últimas não são suficientes para mudar o contexto, o jogo de relações e a dinâmica que envolve agressor e vítima.
      Mesmo assim, obrigado pela informação

      Curtir

  7. Pingback: Enquanto os candidatos ao prêmio se esmeram, alguns incautos preocupam | Ágora com dazibao no meio

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s