E pur si muove

Resolvi espanar um pouco a poeira acumulada e abrir lugar para alguns parágrafos que precisam desocupar a minha cabeça. Só que o que me ocorreu dizer faz referência a um livro e a um filme, então nada mais justo do que te avisar quais são para que você escolha continuar por aqui ou só voltar no mês que vem, depois de ir a uma livraria e à locadora mais próxima. O livro é A Marca Humana, do Philip Roth, e o filme chama-se Antes da Chuva (Befaore the Rain), produção de 1994 dirigida por Milko Manchevski. O resto é por sua conta.

 

1.

No enredo de um romance bem conhecido,1 numa Nova Jersey dos anos quarenta, um sujeito se reinventa. À falta dos traços negroides e da pele escura da mãe e dos irmãos, vê que pode ser branco. Para tal, alista-se na marinha — que por aceitá-lo sem reservas, lhe atesta a brancura —, corta os laços com a família e casa-se com uma judia, já que branco e também judeu,

…o tipo de judeu de nariz pequeno e queixo pesado, um desses judeus de cabelo encarapinhado e tez amarelada, com aura ambígua dos mulatos claros que às vezes passam por brancos.2

Durante cinquenta anos esse projeto de si se sustenta. E para sacramentá-lo, conta com a sorte: seus quatro filhos nascem brancos, reafirmando a cor que ele escolheu ser. Tem uma carreira acadêmica brilhante e, apesar da desfavorável condição de judeu no contexto da época, é “…talvez um dos primeiros judeus a ter permissão de trabalhar em uma universidade americana”,3 e consegue chegar ao topo numa velocidade menor apenas do que as mudanças do mundo ao seu redor.

Mudanças.

De um evento aparentemente sem importância, tudo desmorona. Ele pergunta sobre dois alunos que constavam da lista de presença, mas que até a sexta semana de aula não haviam dado sinal de vida:”Alguém conhece essas pessoas? Elas existem mesmo ou será que são spooks?”.4

Naquele mesmo dia, (…) foi chamado por seu sucessor, o novo decano, e ficou sabendo, atônito, que tinha de responder à acusação de racismo levantada contra ele pelos dois alunos ausentes, que eram negros e que, embora ausentes, logo ficaram sabendo da expressão que ele usara para indagar a respeito de sua existência. ‘Eu me referia à possível natureza ectoplásmica deles. Isso não é óbvio? Esses dois alunos não assistiram a nenhuma aula. Eu estava usando a palavra no sentido de espectro, fantasma. Eu não tinha a menor idéia da cor desses dois alunos. Talvez até soubesse, há cinqüenta anos, só que já esquecera completamente, que spook é um termo pejorativo, usado para se referir aos negros. Caso contrário, como sou extremamente meticuloso com respeito à sensibilidade dos meus alunos, jamais teria usado essa palavra. Levemos em consideração o contexto: eles existem ou são spooks? A acusação de racismo é espúria. É absurda. Meus colegas sabem que é absurda e meus alunos sabem que é absurda. (…) E o irritante é que a acusação não é apenas falsa — é espetacularmente falsa’.5

Seu currículo, seus prêmios, seu saber acumulado e sua grita não mudam o rumo dos acontecimentos. Páginas e páginas mostram-nos o completo desmonte do que aquele sujeito inventara sobre si e sustentara tão bem durante meio século.

Uma palavra. Não qualquer palavra. Uma que lhe dissera respeito diretamente, que já servira para ofendê-lo, mas que com a sucessão de rotações e translações da Terra virou outra coisa, um dizer quase inofensivo, e com mais algumas voltas, mais alguns milhões de habitantes ainda sem história, ainda sem porquês sobre o passado, somados a uma ou outra revolução e contrarrevolução, desvirou.

 

2.

No enredo de um filme bem conhecido,6 Aleksandar, fotógrafo de guerra vencedor de um Pulitzer, decide deixar Londres e voltar para sua Macedônia natal, olhos cansados do mar de sangue em preto e branco revelado em suas fotos. “Meus ossos doem de saudades de casa. Como os elefantes”, diz à amante, pedindo que vá com ele.

[Anne] A Macedônia não é segura.
[Aleksandar] Claro que é. É o lugar onde os bizantinos capturaram 14.000 macedônios, arrancaram seus olhos e os mandaram para casa cegos. 28.000 olhos!

Anne fica.

Chegando à Macedônia, no banco de um ônibus a caminho do vilarejo em que vivera, Aleksandar conversa com um jovem soldado.

[Soldado] Há quanto tempo está longe aqui?
[Aleksandar] 16 anos. Fugi há 24 anos e só voltei uma vez.
[Soldado] Por que voltou agora? Não sabe como estão as coisas por aqui? Talvez se arrependa quando alguém quiser arrancar sua cabeça.
[Aleksandar] Não. Já era hora de voltar.

Dezesseis anos, tudo quase igual às suas lembranças.

Quase.

Alguns ruídos delatam as mudanças.

Mudanças.

Num almoço em família que celebra a sua volta, Aleksandar começa outra conversa:

[Aleksandar] Primo, viu Hana?
[Mitre] Esqueça-se dela. Ela é albanesa.
[Aleksandar] E o que isso importa?
[Mitre] O pai dela cortará seu pau. Aí importará.
(…)
[Zdrave] É uma viúva apetitosa.
[Mitre] Putas albanesas procriam como coelhos. Acabarão nos dominando.
[Mãe] Do jeito que estamos, ninguém dominará ninguém.

Naquele almoço o quase tornou-se diferença. As lembranças de Aleksandar são de um mundo distinto, não daquele. O entorno é outro, crianças de rosto borrado são agora jovens raivosos, vincados. A tensão é espessa e aquelas falas mostraram a Aleksandar o que não mais é. Mas ele crê carregar um coringa: é o filho dileto que à casa torna, aquele por muitos admirado, respeitado e invejado, o que traz histórias do mundo para contar, o agora maduro, premiado com um “Putziler“, na pronuncia atrapalhada de um dos seus primos. Com isso, Aleksandar supõe ter um crédito com os demais e trata de esticá-lo ao máximo. Confronta, desafia, provoca, certo de que sua voz soará mais alto, que aquele absurdo instalado entre antigos vizinhos albaneses e macedônios seria desmontado pela palavra, pela sua palavra.

Seu currículo, seus prêmios, seu saber acumulado e sua grita não mudam o rumo dos acontecimentos. Fotogramas e fotogramas mostram-nos um apelo que não ecoa, num lugar que não é mais seu.

A tragédia é a protagonista. Ela dirige o desmonte, o segundo de que escolhi falar hoje. Mais uma construção subjetiva assujeitada de forma radical, 7 mais uma das incontáveis quedas a que qualquer indivíduo está destinado apenas pelo fato de estar vivo e ser sujeito à gravidade.

*  *  *

Do sem-número de leituras possíveis sobre livro e filme, pensei em uma. Diz respeito ao paralelo encontrado nas trajetórias dos protagonistas das duas obras, que começa na  juventude de ambos, quando por diferentes motivos fizeram escolhas drásticas. Se as razões dessas escolhas foram nobres ou não, se foram egoístas ou altruístas, não me parece importante. O que não dá para deixar de notar é como eles chegaram a lugares fortemente valorizados pelos demais a reboque dessas escolhas, como de fato ascenderam ao topo da pirâmide social e passaram a ser vistos como sujeitos muito bem-sucedidos, referências que os demais gostariam de alcançar. Embora saibamos que eles têm um quê de outsiders, é dentro da trama social que eles transitam e nela conseguem nadar de braçada, à frente de todo mundo. E chegando ao topo, gozaram das benesses do lugar que ocupavam.

Até caírem.

Mas por que a derrocada? Haveria no livro e no filme um quê de estrutura da tragédia grega, de nêmese? Punidos por ousar chegar tão alto? Pensaram-se deuses? Taxas elevadas de soberba no sangue? Falta de alguma espécie de “humildade cristã” que precisasse ser “retificada”, daí o tamanho do “castigo”? Seria por conta do cunho moral que costuma frequentar filmes e romances, uma moralidade que em certo sentido buscamos nas estantes de lançamentos e nas salas de cinema, tornando sólido o terreno movediço dos valores e assim amansando as nossas angústias? Ou a razão seria outra, reflexo de uma espécie de “seleção natural” que os fez perder seu lugar para outros mais atentos às circunstâncias e mais habilidosos para lidar com as exigências dos respectivos contextos, algo que ocorre tanto com os que dirigem filmes e escrevem livros quanto com os que os assistem e os leem? Que outra alternativa temos… Carma? Um pouco de tudo, a depender das crenças de quem interpreta a realidade?

Sinto dizer que não tenho respostas para nenhuma dessas perguntas, seja porque dimensões divinas ou míticas regendo os nossos destinos — que me fazem lembrar de Ícaro, Prometeu e Sísifo — não fazem parte do meu costumeiro jeito de dar conta das dúvidas que tenho sobre a vida, seja porque esse tipo de questionamento deve dirigir-se aos autores das obras em que esses protagonistas ascendem e decaem. Mas não posso negar que algo me capturou nesses dois personagens, algo que a esta altura deve estar mais claro para você que está lendo do que para mim mesmo. E esse algo se mostrou semanas atrás, muitos anos depois de ter lido o livro e visto o filme. Como disse parágrafos acima, o professor e o fotógrafo chegaram bem alto, atingiram patamares elevados em suas respectivas vidas: o primeiro ao livrar-se de si, fazer segredo disso, refundar-se e, sobre essa base, edificar o mundo em que sua criação reinaria; o segundo, ao livrar-se do mundo a que pertencia e, apátrida, distanciado, registrar atrocidades em outros mundos, até ver o seu distanciamento desmantelado na velocidade de um tiro, perceber-se cúmplice do negrume de que nossa espécie é capaz e tratar de voltar ao ponto de partida, com sua câmara e o Pulitzer na mala, crendo que lá estaria em casa e que mesmo com a década e meia longe semeando mudanças, estas falariam a língua, a luminosidade e o cheiro que ele carrega consigo antes mesmo de nascer. E a partir de suas escolhas, esses dois homens ocuparam de maneira real lugares tidos como ideais para os demais — e lugares no centro, não à margem da sociedade.

O acento nesse aspecto não é fortuito. Ser grande à margem é, certamente, uma das tarefas mais difíceis que qualquer ser humano pode se propor. Não pelo valor que isso tenha, porque não trato aqui de definir o que seja ideal, mas porque por estar à margem é preciso lutar o tempo todo: nela não há lugar estável, pacífico, consensual. Mesmo o topo da margem segue sendo um lugar onde não se descansa, pois quem está na faixa central da curva de Gauss vê quem está à margem como um outro distante, que desconhece e com o qual não se identifica; portanto, um outro que de certa forma o ameaça, daí a quase sempre o hábito consista em combatê-lo. Por outro lado, não que ser grande no centro seja menos difícil. Mas há, em certo sentido, motivos para que os que lá chegaram “abaixem a guarda”: o sistema foi gestado e é gerenciado para que os que estão no topo se mantenham lá, cuidando do (muito) que lhes cabe — seja trabalho ou benesses —, com o resto funcionando de forma automática, silenciosa e como que mágica, feito os brinquedos das crianças espalhados pelo chão que no dia seguinte aparecem misteriosamente guardados dentro da caixa,8 fato que de tanto se repetir parece pertencer à “natureza” dos brinquedos, nunca ao trabalho dos empregados que os arrumam. A aparente “estabilidade do topo” — daquele topo arquetípico, universalmente almejado — confunde os que permanecem nele por tempo suficiente a ponto de sentirem-se em casa. Mais do que isso, donos da casa, senhores que tudo podem nela, perdendo de vista como tudo muda, inclusive o topo, desatendendo um seu clássico vaticínio:

Todas as relações fixas, enrijecidas, com seu travo de antiguidade e veneráveis preconceitos e opiniões, foram banidas; todas as novas relações se tornam antiquadas antes que cheguem a se ossificar. Tudo que é sólido desmancha no ar, tudo que é sagrado é profano, e os homens finalmente são levados a enfrentar (…) as verdadeiras condições de suas vidas e suas relações com seus companheiros humanos.9

 

E pur si muove, teria murmurado Galileu depois de ser obrigado a renegar a sua crença de que a Terra não era estacionária. Só que, por mover-nos junto com a Terra, nos sentimos parados. É um dos nossos erros mais frequentes, acontece dia sim, outro também. O nosso planeta se move; há história, dela somos produtores e produto; pessoas morrem e outras tomam o seu lugar, às vezes louvando as que se foram, às vezes ignorando ter havido alguém ali antes delas.

“Tudo que é sagrado é profano”, “tudo que é sólido desmancha no ar”: frases ditas num distante século dezenove, mas que espantam pelo atemporal que (res)soam.

Pois fique atento, você que crê ter chegado lá, seja que for. Não há garantia do lugar ser seu, menos ainda que seja permanente. O que hoje você crê que merece palmas pode que receba vaias amanhã. Saber disso amedronta, não? Mas como já sugeri em outras ocasiões, troque a palavra medo por desejo e veja como a frase se escuta. E já que a vida veio sem manual, goze suas experiências. Mas siga atento e evite tentar eternizar esse gozo. É que todo gozo é efêmero, e só por durar pouco é que você vislumbra a sua desmesura. E ao vislumbrá-la, gozas uma vez mais.

__________

1 ROTH, Philip. A Marca Humana. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
2 Op. cit., p. 27.
3 Id., p. 14.
4 Ibid., p. 15.
5 Ibid., p. 16.
6 “Antes da Chuva” (“Before the Rain” – Macedônia, 1994), filme de estreia do diretor Milko Manchevski.
7 Recomendo muito que vejam o filme, não vou contar mais nada sobre ele. E garanto que o que disse até aqui não retira o impacto das inúmeras reviravoltas que o roteiro dá — a meu ver muito bem costuradas, por sinal.
8 Não tenho filhos. Empregados ou gente disponível para recolher os meus brinquedos também não.
9 Marx e Engels apud Berman, Marshal, Tudo que é sólido desmancha no ar: a aventura da modernidade, SP: Companhia da Letras, 1987, p. 20.

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18 respostas para E pur si muove

  1. Pingback: Ricardo C.

  2. Ricardo, que fantástico, que lindo o que vc escreveu. E, por motivos pessoais ainda precoces para serem partilhados publicamente, que oportuno para mim. Não poderia vir em hora mais certa.

    Abraço grande,
    Ana Paula

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  3. daniel disse:

    Legal, Ricardo. Philip Roth é massa. Bom gosto 😉

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  4. Pingback: Fabiano Camilo

  5. Pingback: O Pensador Selvagem

  6. Ricardo, por mais implausível que seja essa história do romance de Roth, ela é baseada em fatos reais: houve mesmo um judeu que disfarçou sua negritude o máximo possível para manter sua ascensão social.

    Note que a Marca Humana foi lançado na mesma época que outro grande romance que trata do mesmo tema: Desonra, de J.M.Coetzee. Nos dois livros, os protagonistas, dois professores de humanidades, se negam terminantemente a pedirem desculpas ao sistema hipócrita refletido no julgamento acadêmico, o que por simples expediente os restituiriam suas vidas normais, e, assim, cavam sua própria cova.

    O livro é tão rico, que ainda temos a outra vertente da história, a sofrida faxineira da faculdade que se esconde da violência do mundo atrás de uma exigência de insignificância em passar-se por analfabeta. Roth realmente é um dos maiores.

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    • Ricardo C. disse:

      Charlles, para mim não há questão sobre a plausibilidade da história do Roth, até porque a capacidade do ser humano de reinventar-se é tremenda. Esse é o primeiro ponto que me interessa na trajetória do personagem de A Marca Humana, assim como o de Antes da Chuva. Ao mesmo tempo, a potência desses protagonistas — que lhes garante carreiras muito bem sucedidas — não se mostra suficiente para que sigam bem-sucedidos ad aeternum. É isso que me chamou a atenção nas duas histórias.
      Quanto à menção a Desonra, que bom que você me adiantou esse dado. O livro está na estante desde o ano passado, deixado de lado diante de outras leituras. Vou começar a lê-lo o mais rápido possível.

      Grande abraço

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  7. Vai se extasiar com Desonra.

    Roth é um de meus escritores canônicos. No ano passado, finalmente a Cia das Letras atendeu a inúmeros pedidos de leitores ávidos e reeditou o melhor livro de Roth, “O Teatro de Sabbath”. Curiosamente, para uma empresa, não fez a Cia não fez a minima publicidade a respeito, e eu mesmo só não passei batido porque fui informado por um amigo virtual.

    Fiz uma resenha sobre “O Teatro de Sabbath”:

    http://charllescampos.blogspot.com/2010/11/ao-longo-dos-anos-de-vivencia-pessoal.html

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  8. anna v. disse:

    Obrigada por me fazer relembrar, com este ótimo texto, o filme maravilhoso que vi há muitos anos (provavelmente na época em que passou aqui, pouco depois do lançamento). Na época me causou funda impressão, mas depois me esqueci totalmente dele. Até agora. Que coisa boa reabrir essas gavetas da memória.

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  9. Olhar Saturno disse:

    Oi, Ricardo,

    Você não me conhece, tampouco eu te conheço. Mas como você mesmo disse, isso pouco importa.

    O que importa é que… eu tava escrevendo um comentário rasgadézimo aqui, e a minha clássica incompetência com teclados detonou solenemente… Melhor assim, você ficaria assustado… rsrsrs

    Mas enfim, eu ADOREI este teu texto, assim como alguns outros que não consegui ainda ler na íntegra (o trabalho impede insistentemente que a minha mente vá adiante…).

    Acho que parei neste teu blog, feito graveto na calçada quando acaba a enxurrada… Creeedo, quanto tempo eu queria ouvir algo assim! Essas duas “flexões e nadas”… eu precisava disto! Desse tipo inteligente de nada! Ufff, encontrei um vão! Posso ficar por aqui? rsrsrs

    Prá terminar: lembra da cena do filme em que falam sobre o tempo e o círculo (que não é fechado)? Nunca vamos rodar e voltar ao mesmo ponto, não importa o que façamos (ou não). Talvez as quedas (ou os descarrilamentos) surjam por causa disto: de repente um espaço se abre na linha do tempo e… ups! faltou o pé… Só é duro de encarar, heim? Duro, ao mesmo tempo que delicioso… haja confusão!

    Abraços!

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    • Ricardo C. disse:

      É só mais um dos zilhões de vãos que há por aí, não creio que valha tanto assim, mas agradeço as tuas palavras elogiosas. Quanto ao filme, lembro desse tópico, inclusive aparece uma pichação fazendo alusão a ele. Não fosse avesso a pichações, emolduraria uma dessas.

      Abraços

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  10. Pingback: Ricardo Cabral

  11. marsea disse:

    Republicou isso em Nazimova's alluree comentado:
    que texto!

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