Uma boa pergunta

Do blog de Carlos Orsi, no Estadão, homenageando Turing hoje e encerrando com um resumo sobre argumentos do filósofo Daniel C. Dennett:

se as coisas mais determinísticas que somos capazes de criar — programas de computador — conseguem, a partir de um certo grau de complexidade, ser imprevisíveis, por que nossas mentes, que são muito mais complexas (e muito mais imprevisíveis) que os programas que criamos não poderiam ser simplesmente fruto do determinismo das leis naturais? (grifos meus)

Estou preguiçoso demais para aprofundar essas questões com sua bibliografia correspondente (mas dá para indicar dois livros do Dennett em português: “A Perigosa Ideia de Darwin” e “Tipos de Mentes”, ambos pela Rocco), sem falar que assumo faltar-me a própria base filosófica e científica para tal. Mas não preciso saber muito para notar o quanto esse argumento do Dennett é provocador.

Abaixo, um vídeo em três partes com o filósofo dissertando sobre a consciência:

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6 respostas para Uma boa pergunta

  1. Pingback: Ricardo C.

  2. Pingback: lucienecosta

  3. daniel disse:

    Valeu, Ricardo!

    Cara, eu adoro o Dennett. Os livros dele são um gozo atrás do outro. Tô com o “Freedom evolves” pra ler, não vejo a hora. Já leu? Se não, compra ele baratinho aqui e vamos trocar ideias – http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=748495&sid=87418114512517574364226432&k5=36E27682&uid=

    Abs.

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    • Ricardo C. disse:

      O grande barato do Dennett é a sua criatividade, que junto com o seu bom-humor e o seu interesse pelo diálogo com diversas ciências o tornam um pensador único. Ele é erudito e ao mesmo tempo compreensível aos não iniciados. São poucos os que conseguem fazer isso sem cair na banalização rasteira.
      Quanto a Freedom Evolves, o meu maior pecado é seguir com um inglês precário, por isso ainda devo demorar a ler. Para você ter uma ideia, tenho dois outros livros dele, Consciousness Explained e The Intentional Stance, só que em suas respectivas traduções em… francês! (La Conscience Expliquée e La Stratégie de L’Interprète, respectivamente.)
      Há tempos que não leio o Dennett direito. Só brinquei recentemente com ideias dele numa bobagem ficcional cá do blog, não sei se você lembra: Não vai dar não. Em todo caso, acho ele ótimo, e sempre o lerei mesmo se discordar de suas conclusões.

      Abs

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