Adivinhou? Então compare com o texto original

Nem sei quais as respostas do post anterior, sequer se houve alguma. Acontece que os dois foram escritos um imediatamente após o outro, só que este foi programado para ser publicado 48 horas depois do primeiro — eu sei, eu disse no primeiro que este viria depois 24 horas, mas depois risquei. Mudei de ideia, não posso?

Mas é provável que você queira saber de uma vez, em vez de ficar nesse ramerrame. Então tá: o trecho do post anterior eu tirei daqui.

Em todo caso, se você ficou com preguiça de ir até lá, te dou uma colher de chá:

La mexicana es una sociedad de dos caras.

Mas eu disse no outro post que você havia acertado, e sustento. E vou mais longe: penso que o que Raymundo Riva Palacio escreveu sobre os mexicanos realmente se aplica à maior parte da nossa espécie.

Se bem que eu queria era saber primeiro que povo em especial veio a sua mente quando leu o texto. De minha parte, te digo que de fato reconheço os próprios mexicanos, com quem convivi durante alguns anos e por quem tenho uma enorme estima — de uma cara só, pois gosto dos defeitos deles também. Mas incluo no pacote os brasileiros, os peruanos, os italianos… Aqui no Brasil, se regionalizarmos a conversa, aponto de cara o carioca. “Me liga”, ele diz, mas não te dá o telefone; “Aparece lá em casa”, mas não te dá o endereço; “A gente se esbarra por aí”, e só se for por aí mesmo, por obra e graça do fato do mundo ser um ovo e você acabar inadvertidamente esbarrando com gente que não pretendia rever jamais.

Mas penso um pouquinho, e logo me vem à cabeça o mineiro. Não um mineiro feito o Idelber, que é de um carinho imenso com aqueles por quem simpatiza, e a quem sequer imagino ver dizendo algo em que não acredita ou agir de um jeito dissimulado. Penso mesmo é no mineiro mais estereotipado, aquele da política, ou o que só é solidário no câncer, como diria Otto Lara Resende. Mas no sul da Bahia também já vi disso, sabia? E no Paraná, particularmente em Curitiba — não conheci outra cidade —, alguns aspectos do texto se encaixariam como uma luva. Se bem que em São Paulo não creio que seja tão diferente, e algo me diz que os de lá não vão reclamar da minha crença. Diria que o que essencialmente muda em todos os lugares que mencionei é o grau de extroversão e informalidade, assim como a proximidade e o contato físico quando as pessoas se falam. (O carioca, por exemplo, é um extrovertido ululante.) De resto, reitero: algo me diz que boa parte da humanidade age de maneira parecida.

Qual a sua opinião sobre o assunto?

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6 respostas para Adivinhou? Então compare com o texto original

  1. Minha opinião sobre o assunto, se é que terás paciência de ler, está aqui:

    http://coolmeia.ning.com/profiles/blogs/todas-as-nossas-acoes-refletem

    e aqui…

    http://coolmeia.ning.com/profiles/blogs/carta-de-principios-da

    e aqui…

    http://coolmeia.ning.com/profiles/blogs/um-pequeno-passo-para-o-homem

    ainda aqui…

    http://coolmeia.ning.com/profiles/blogs/o-grande-misterio-da-vida-da

    mais uma vez aqui…

    http://coolmeia.ning.com/profiles/blogs/acordar-e-fazer-diferente

    aqui…

    http://coolmeia.ning.com/profiles/blogs/quem-tira-mais-quem-poe-mais

    (quase terminando) aqui…

    http://coolmeia.ning.com/profiles/blogs/a-sociedade-seu-funcionamento

    e, para não ficar demasiadamente prolixo, aqui…

    http://coolmeia.ning.com/profiles/blogs/as-coisas-valem-mais-do-que-as

    Mas, se quer um resumo da história, ele é simples: generalizações são só generalizações. Não contemplam as exceções, que são justamente os quanta de espaço e tempo no qual se pode ser genuíno, singular e fugir do geral, do massificado.

    É na construção coletiva desse mundo de singularidades que foco hoje.

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    • Ricardo C. disse:

      Vou ler aos poucos, RR, deixe comigo.
      E generalizações são isso mesmo, generalizações. Mas dependendo do uso, podem servir justamente para provocar-nos em relação ao que você aponta e que volta e meia nos esquecemos: a fazer diferente do habitual, sair da esfera daquilo que todos fazem apenas porque todos fazem.

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  2. Colafina disse:

    Ahahah! Boa essa, Ricardo!
    Mas avisa lá o Raymundo que plágio é crime, ele pode se incomodar, porque é óbvio que este texto é de algum autor brasileiro falando do Brasil, é cá-lá-ro!
    Eu ‘si vi’ nele! 🙂

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  3. Monsores disse:

    Mania de me deixar pensando.
    Eu não posso pensar agora.

    Volto semana que vem.
    Culpa sua.

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