A nossa mídia e a minha preguiça

A grita contra a grande mídia, mídia gorda, PIG e assemelhados anda mesmo forte na blogosfera brasileira. Motivos? Claro que há, e muitos. Basta acompanhar boa parte dos editoriais da Folha — o da ditabranda é dos mais emblemáticos —, os falsos dossiês da Veja e a forma como grande parte dos principais órgãos de comunicação — com as organizações Globo de maneira muito mais gritante — se posiciona contra a agenda da promoção da igualdade racial e das políticas de ações afirmativas, isso a despeito da “…maioria dos estudos e pesquisas realizadas por instituições como IBGE, IPEA, SEADE, OIT, UNESCO, ONU, UFRJ, IBOPE e DATAFOLHA confirmem o acerto das políticas de ação afirmativa”. 1 E o pior é que a aproximação das eleições do ano que vem não melhora muito o cenário.

Apesar disso, sigo sendo um dos que acreditam que a grande mídia ainda tem um papel necessário a cumprir; e, aos meus olhos, o fato dela estar sendo alvo de críticas de todos os lados de modo algum confirma que deva ser extinta, nem mesmo que precise ser reinventada. E antes que você me considere por demais ingênuo ou pollyanicamente otimista, deixe-me falar só mais um pouco sobre o que penso.

O que hoje ocorre com a mídia se parece muito ao que aconteceu em relação ao tema da corrupção no Brasil, em particular a partir do fim da ditadura militar e do início da redemocratização no país. Ainda no governo Sarney, ouvia-se com frequência que a corrupção saltara a níveis inimagináveis, especialmente quando comparada aos anos da ditadura. Mas será que isso correspondia à verdade? Sem entrar muito no mérito das dificuldades de se medir a corrupção,2 trago para nossa conversa a já clássica “heurística da disponibilidade” de Daniel Kahneman e Amos Tversky 3 — que diz que

...quando a estimativa de um indivíduo sobre a frequência, probabilidade ou causa provável de eventos é feita a partir da disponibilidade em sua mente de exemplos desses eventos, aqueles que forem mais facilmente lembrados parecerão mais numerosos (e, portanto, mais frequentes ou prováveis) do que os que estão menos disponíveis.4

Em miúdos: quanto mais nos lembramos de exemplos de algum fato, mais convictos somos de que esse fato ocorre com maior frequência do que os demais. Penso agora num exemplo que costumava usar em sala de aula: quando nos perguntamos sobre as principais causas de óbitos em nosso país, é muito comum ouvirmos como resposta que se trata da violência urbana — apesar das estatísticas apontarem as doenças isquêmicas do coração como o fator principal, tanto em homens quanto em mulheres. Acontece que somos bombardeados diariamente com informações sobre a violência, e o impacto considerável que notícias desse tipo nos causam é bem mais forte (e permanece mais em nossa memória) do que a informação de que muitos dos vizinhos que morreram em nossa rua nos últimos anos tiveram um infarto ou um AVC.

Voltando à corrupção, diz Claudio Weber Abramo, atual diretor executivo da Transparência Brasil, num artigo publicado na revista do CEBRAP:

De todos os problemas dos índices de percepções de corrupção, o principal concerne ao que eles informam sobre a prática concreta do fenômeno que é objeto das opiniões. Uma objeção que freqüentemente se formula — em especial por governos — é que a opinião das pessoas é demasiadamente influenciada pelo noticiário. Assim, se os veículos de informação divulgam casos de corrupção, as pessoas comuns tenderiam a considerar que a corrupção está aumentando — quando, muitas vezes, o aumento do noticiário pode significar não isso, mas um melhor funcionamento dos mecanismos de controle.5

Por que não pensar no desempenho da mídia gorda nos mesmos termos, ainda mais se levarmos em consideração a capacidade que a internet nos deu de checar muitas das informações sem sequer sair de casa? Acrescento: será que o dossiê que o Nassif montou sobre a Veja seria tão completo e sairia em tão pouco tempo em outras épocas? E mais: até que ponto recrudesceram o “nível de golpismo” e as pressões econômicas dos conglomerados midiáticos nos últimos anos, em particular ao longo das gestões do Lula?

Por mais que a sucessão de barrigas jornalísticas com ares de má-fé, os editoriais maldosos, os colunistas neocons, a reconhecida diminuição da circulação dos grandes jornais e outras questões que agora não me vêm à cabeça sugiram que o cenário é terrível, a simples possibilidade de criticar tudo isso e o poder de fazer às vezes de “jornalista investigativo” me levam de volta às minhas premissas não tão pessimistas em relação à mídia.

Bom, mas não comecei toda essa conversa à toa. Acontece que também penso no papel dessa mídia não apenas em relação aos grandes temas do país e do mundo, mas ao cotidiano das cidades. Por conta disso, pergunto: vale mesmo a pena torcer pela falência da grande mídia? Blogueiros combativos, críticos e atuantes, somados a pequenos jornais de classe, de bairro e outros tantos ditos independentes seriam suficientes para tornar mais fácil e justo o meu, o seu e o nosso cotidiano, ocupando com vigor o vazio que a queda dos conglomerados midiáticos deixaria? Vou te dizer o que penso: não, não acredito que tudo melhoraria. Aposto mesmo é no que vem ocorrendo hoje: um belo ativismo de setores da sociedade que já não se dão por satisfeitos com as notícias vindas de pouquíssimas fontes (quando não de apenas uma só), com todos os seus conhecidos e condenáveis vieses. Carta Maior, Observatório da Imprensa, RS Urgente, Cloaca News, Revista Fórum, Trezentos e tantos outros são um ótimo, atento e atuante contraponto, e espero que sigam assim — e que venham mais! —, trazendo a grande mídia na rédea curta, desconstruindo as suas farsas, apontando as suas falhas e denunciando os interesses que a movem, sempre.

Dito isto, preciso agora fazer uma confissão: todo este blá-blá-blá é por conta do meu último domingo. (Claro que há uma relação com o assunto, vou chegar lá.) Estava eu na praia, e desta vez na areia, coisa que faço pouco. Foi quando resolvi olhar para o calçadão, onde, para minha surpresa, passavam alguns guardas municipais montados em Segways, desfilando com eles feito criança com brinquedo novo. Pedi então à minha preguiça que me desse uma folga, e assim que os guardas fizeram o caminho de volta, fui até a calçada. Chegando lá, aproximei-me de um deles e fiz algumas perguntas, mas ele preferiu encaminhar-me ao seu superior, alegando que este saberia explicar melhor as coisas. Pena que não foi isso o que aconteceu. Por mais educado e solícito que fosse, o comandante (esqueci seu nome, uma pena) não respondeu satisfatoriamente o que lhe perguntei sobre o custo do sistema para a cidade, nem se utilizaram  alguma estatística em relação ao uso do aparelho por parte de outras polícias que justificasse o seu uso. (O preço foi fácil de encontrar. O valor de cada um dos 20 Segways parece que foi R$ 26 mil, segundo consta no sítio do Palácio da Cidade — informação replicada em vários jornais e blogs —, mas teria sido pago pela Ambev, doadora dos “patinetes elétricos”).

httpv://www.youtube.com/watch?v=O3f3JMPCmyY

O comandante falou do óbvio: da visibilidade e do valor da tal “sensação de segurança”. Já em relação ao custo, não soube dizer qual era, e em sua relação aos benefícios, comentou: “Se uma vida for salva, o custo já compensou”. Fiz de conta que a resposta me satisfizera. Afinal, não seria eu a menosprezar publicamente a vida de alguém, não é? Então comentei sobre a “modernidade” do aparelho, que parece que circulará, diz o referido sítio do Palácio da Cidade, em Copacabana e Leme (seis); em Ipanema e no Leblon (quatro); na Lagoa (quatro); e em toda a região do Aterro do Flamengo (seis). Mas o caráter de uma guarda “na crista da onda da tecnologia”, percorrendo com seus Segways de R$26 mil (e seus salários de R$ 850,83) as ciclovias da Zona Sul do Rio a 20 km/h não me comoveu muito não.

Fosse eu um jornalista da mídia gorda ou um desses blogueiros combativos que felizmente crescem em número:

– Não manteria guardadas desde domingo as fotos e esse vídeo besta, dia do “desfile”, e me daria ao trabalho de ir além dos dados que a prefeitura forneceu à imprensa — e esta apenas reproduziu;

– anotaria o nome do comandante e as falas literais dele;

– procuraria descobrir estatísticas sobre a efetividade desse patinete elétrico por parte das forças de segurança que já o utilizam;

– checaria essa conversa de que ele é usado em “…cerca de mil corporações e forças de segurança em todo o mundo”, incluindo as que patrulham as “…praias da Califórnia, Miami e Côte d’Azur”, como alardeia o texto de Flávia David no sítio do Palácio da Cidade;

– levantaria dados sobre a manutenção dos aparelhos (custos incluídos);

– e em relação ao depoimento do prefeito Eduardo Paes, de que “…o Segway vai aumentar a capacidade de ação e reação da Guarda Municipal, dando às pessoas maior sensação de segurança” daria uma “sacaneada jornalística” sobre seus conhecimentos técnicos e também sobre seu deslumbramento miameiro e cotedazurista.

Mas sou só um blogueiro preguiçoso, sem a menor pretensão de virar jornalista. Na melhor das hipóteses, dou de presente essa pauta mal ajambrada, e depois puxo-lhes as orelhas por não terem feito o dever de casa direito. Porque em se tratando do serviço que lhes cabe prestar, eles não têm o direito a preguiça, que é meu e ninguém (da Folha, do Estadão, da Globo ou da Veja) tasca.

.

__________

1 LIMA, Venício. A grande mídia e a desigualdade racial. Carta Maior, 17/11/2009.
2
ABRAMO, Claudio Weber. Percepções pantanosas. Revista Novos Estudos Cebrap 73, novembro 2005.
3
TVERSKY, A.; KAHNEMAN, D. Availability: a heuristic for judging frequency and probability. Cognitive Psychology, v. 5, p. 207-232, 1973, apud CIARELLI, G.; AVILA, M., A influência da mídia e da heurística da disponibilidade na percepção da realidade: um estudo experimental. Revista de Administração Pública, Rio de Janeiro 43(3):541-62, maio/jun. 2009.
4
CIARELLI, G.; AVILA, M. op. cit. p. 544.
5
ABRAMO, Claudio Weber, op. cit. p. 35.

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20 respostas para A nossa mídia e a minha preguiça

  1. Luiz disse:

    A PM daqui também adquiriu 10 Segways para patrulhar a orla chique e outros pontos de grande fluxo turístico.

    Bem, levando em consideração que os novos veículos para o patrulhamento convencional são todos modelo Hilux, e que o nosso é um estado mui rico, então…

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    • Ricardo C. disse:

      Riquíssimo, Luiz. A questão que levanto é que a mídia deve ter um papel importante na apuração, divulgação, análise e crítica do Estado e do cotidiano da nação, papel esse que nós tb fiscalizaríamos de bom grado, não? O problema é que não vejo com bons olhos a ideia de torcer para que a grande mídia acabe, como canso de ler blogosfera afora.

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      • Luiz disse:

        A nossa grande mídia tem é que agir como “grande mídia”, sem se deixar levar por interesses subalternos.

        Não estou dizendo para não ter opção político-ideológica. Todos os grandes grupos de comunicação do mundo tem posicionamentos, e assumem.
        Não podem é só ver o mundo pelo filtro da própria posição política.

        Antes que eu esqueça: os veículos Hilux aí de cima não são ironia. É real…

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      • Ricardo C. disse:

        Sobre os Hilux, não achei que fosse ironia. A gastança deslumbrada é fenômeno universal, meu caro amigo.

        Ah, subscrevo as tuas palavras sobre a grande mídia.

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  2. Pingback: Ricardo C.

  3. Victor Barone disse:

    Excelente reflexão. O puxão de orelha, então…

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  4. Victor Barone disse:

    Rapaz… jornalista sem rabo preso só o que trabalha em outra área.

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  5. Monsores disse:

    Ricardo, fantástico post.
    Venho falando por aí, faz algum tempo, que é fácil para blogueiro se autoproclamar jornalista se a sua pauta é livre e se suas fontes são, normalmente, o Google.

    Um dos poucos que conheço e indico é o Fausto Salvadori do Boteco Sujo. Esse faz reportagem de verdade, além de escrever muito bem.

    E não consigo lembrar de outro blogueiro que levante da cadeira para escrever seus posts.

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  6. Nat disse:

    Engraçado que também acho difícil achar bons jornalistas blogueiros. Explico-me, quando o jornalista sai do jornal papel ou reportagem em qq tipo de mídia e vai pra um blog, normalmente ele o faz para expressar sua opinião. O nosso querido PD o fazia assim, expressando sua opinião, mas o fazia muito bem, pois sua opinião nunca foi radical.

    São poucos os jornalistas que escrevem em blogs, claro, dando sua opinião, e que conseguem me transmitir algo com o que eu reaja da mesma forma que uma matéria. E um dos únicos que eu ainda leio frequentemente é o Sérgio, mas esse quase não conta. Se eu não aparecer por lá eu posso ser deserdada….

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    • Ricardo C. disse:

      Até conheço alguns, Nat, caso do Marco Weissheimer (RS Urgente, lincado no texto), por exemplo, além do Sergio, é claro — e como não sou parente, não sou suspeito, hehe. Mas de maneira geral, vc tem razão, embora não seja propriamente um problema para a blogosfera, porque não seria por essa razão que ela viria a extinguir-se, risco que vem sendo ventilado em relação ao jornalismo tradicional, né?

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  7. andreegg disse:

    Eu diria para você não esperar demais da “mídia gorda”. Reportagens bem-feitas custam caro e dão muito trabalho. Com o salário que estão pagando, e com a média de idade nas redações também não dá pra fazer coisa muito melhor.

    Um detalhe a observar é que os grandes joranlistas estão com blogs, na ou contra a “mídia gorda”.

    O Monsores fala aí em cima que blogueiro só escreve do que encontra no google. É mentira, e ele sabe. Mas pode-se dizer o mesmo dos jornalões. Os caras não fazem reportagem. Só publicam release de assessoria de imprensa, seja na área cultural, seja na empresarial, seja na política.

    Para mim, os únicos órgão de imprensa que ainda representam alguma coisa parecida com jornalismo são o Valor Econômico e a Carta Capital. No mais, os jornalistas estão só escrevendo opinião mesmo. Opinião paga e mal escrita – bem pior que a dos bons blogs que temos por aí.

    Não acho que se pode prescindir da grande mídia, e eu mesmo sou leitor à medida do possível. Gostaria que fosse mais plural. Mas acho que o Brasil está no caminho.

    Aliás, acho que não se pode desconsiderar que somos um país que está em expansão no número de leitores, inclusive com a inclusão de enormes grupos sociais que são leitores de primeira geração. Por outro lado, a internet ainda engatinha por aqui. E os meios com maior penetração são a TV aberta e o Rádio. Concessões públicas, diga-se de passagem. Era para estarmos pressionando por um bom controle da sociedade e do Estado sobre estas concessões, exigindo mais qualidade e compromisso com a informação.

    Mas eu tenho certeza que prefiro continuar com Globo, Veja e Folha do que substituí-los por um Pravda qualquer.

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    • Ricardo C. disse:

      Não espero muito não, André, apenas que pelo menos façam o próprio trabalho, mesmo que não muito bem feito. Ruim é quando eu ou você, que temos outros afazeres, outra formação e até outras prioridades, nos vemos fazendo jornalismo no lugar de quem deveria fazer. Que o façamos eventualmente vá lá, mas que apenas contemos uns com os outros para obter informações importantes, muitas delas ligadas ao cotidiano das nossas próprias cidades, já é um pouco demais, não? Não que eu seja contra isso, de jeito nenhum. Mas não me agrada a ideia de que para saber um pouco mais sobre o que está acontecendo ao meu redor eu tenha que garimpar as informações com a mesma dificuldade que teria para fazer um levantamento sobre artigos acadêmicos que tratem da relação entre classe média, depressão, diabetes, insuficiência renal crônica, aborto e número de assinantes da revista (sic) Veja…
      Como disse no título, sou preguiçoso, mas essa preguiça não modifica a minha irritação com tudo o que há de condenável nas práticas da grande mídia, seja do ponto de vista político-ideológico (e, por extensão, eleitoral), seja pela baixíssima qualidade dos serviços prestados — pelas razões que você, o Monsores e o Diego Viana (cá embaixo) apontaram.

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  8. Pingback: Signey John

  9. Diego Viana disse:

    Pois é Cabral, belíssima reflexão. Você tocou no ponto certo: o maior problema da “grande mídia” hoje no Brasil é que, justamente, a APURAÇÃO é extremamente deficiente. Não fosse assim, seria perfeitamente possível ler o mais reacionário dos jornais; bastaria tomar posição quanto aos editoriais e partir para a leitura do “core business” do jornal, isto é, a informação, as matérias. Mas como abundam os releases mal disfarçados, as notas de agência traduzidas às pressas (eu já traduzi de línguas que não domino, e isso para um grande jornal), as “entrevistas impactantes” que são só a oportunidade de um peixe grande alardear o que pensa (exemplo: Roberto Jefferson), dados mal citados, mal entendidos e não raro, como acontece na Veja, sem menção à fonte, fica difícil ler os jornais brasileiros. A impressão que passa é que nada ali dentro é feito com seriedade, o que é falso, naturalmente, mas não tanto assim…

    De toda forma, nos grandes meios, há que lembrar-se que há cada vez menos concorrência. O Rio de Janeiro já contou com seis grandes jornais diários, hoje tem um só e é um tremendo pasquim.

    Ah, sim. Eu odeio o Segway, seja com a polícia ou as pessoas de bem. Claro que, com a polícia, é pior…

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  10. Ricardo C. disse:

    ‘o maior problema da “grande mídia” hoje no Brasil é que, justamente, a APURAÇÃO é extremamente deficiente. Não fosse assim, seria perfeitamente possível ler o mais reacionário dos jornais; bastaria tomar posição quanto aos editoriais e partir para a leitura do “core business” do jornal, isto é, a informação, as matérias.’

    A crise da grande mídia é boa e é ruim:
    – Boa, em tese, em relação aos seus donos, porque os obriga a rebolar para reaprender a noticiar.
    – Boa em relação ao público — nós —, porque tb o força a ser mais ativo e crítico na busca de informações, essas mesmas que antes pareciam cair arrumadinhas e bem-feitinhas em seu colo todas as manhãs.
    – Ruim pelo desespero dos donos, desespero esse que tem resultado em cortes de gastos, menos reportagens investigativas, mais releases mal disfarçados (como vc bem disse), abuso de manchetes espetaculosas e mentirosas, e no fim de tudo, a tendência a maior concentração e menor concorrência.
    – Ruim para o cidadão, seja pelos mais óbvios motivos resultantes das questões acima, seja pelas razões que apontei no comentário que fiz ao André.

    Ah, antes de mandar o Segway à fogueira por tudo aquilo de individualista, egoísta e sei lá mais quantos istas ele representa, bem que eu gostaria de dar umas voltinhas, de preferência sem ninguém ver. 😛

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  11. andreegg disse:

    É.

    Como consumidor também me sinto muito ofendido. E não há orgão para defender os consumidores de jornais e revistas, he,he.

    Se no Rio já é assim, imagine como é em Curitiba, que o melhor jornal não chega aos pés do ruim daí.

    E pelo jeito o fenômeno é mundial.

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  12. Pingback: Os rumos da Folha | Um drible nas certezas

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