Feliz

Calçadão de Ipanema, 8:30 a.m. Avistam-se. Um de passo ligeiro, outro só passeando. Amigos? Mais três encontros e talvez virassem; por enquanto, apenas conhecidos.

Segue-se o “Oi, há quanto tempo! Nunca te vi por aqui. Caminhar é bom, né? Aliás, você está ótimo, emagreceu bem. Me conte a receita?”

Na lata: “Câncer”.

Passo trôpego, escafede-se o ex-quase-amigo. O esbelto segue em frente, sorriso largo, olhos atentos. “Rir é o melhor remédio”, disse o oncologista. “Mais três dessas e some o tumor”.

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3 respostas para Feliz

  1. cesarkiraly disse:

    muito boa!!!

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  2. Pingback: Ricardo C.

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