Saudades do comunismo, diz Leandro Fortes

É um prazer ler os textos do jornalista Leandro Fortes, sejam posts em seu blog Brasília, eu vi, sejam suas reportagens na Carta Capital. E dialogando, em certo sentido — bem lateral, esse certo —, com o post anterior (Cuba tevê), vale uma lida no que ele escreveu sobre o histórico (e histriônico) combate ao fantasma do comunismo que segue na boca de uma boa parcela das zelites latino-americanas, um fantasma agora encarnado no falastrão Hugo Chavez, presidente venezuelano. Um trecho do que diz o jornalista:

…o chavismo veio suprir a lacuna deixada pelo comunismo como doutrina do medo, expediente muito caro à direita no mundo todo, mas que no Brasil sempre oscilou entre o infantilismo ideológico e o mau caratismo. Antes do fim dos regimes comunistas da União Soviética e de seus países satélites, no final dos anos 1980, era fácil compor um bicho-papão guloso por criancinhas, ateu e cruel, prestes a ocupar condomínios de luxo com gente grosseira e sem modos, a mijar nas piscinas e sujar o mármore dos lavabos com graxa e estrume roubado a latifúndios expropriados. Ao longo dos anos 1990, muita gente ainda conseguiu sobreviver falando disso, embora fosse um discurso maluco sobre um mundo que não mais existia. Entende-se: certos vícios, sobretudo os bem remunerados, são difíceis de largar. (Grifos meus)

Vale ler o resto do post. O chato é perceber que não convém rir, apesar do afiado humor irônico empregado pelo autor.

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