Entre tantas campanhas…

Descubro uma que me interessa. Foi pelo blog nosololibros que tomei conhecimento de um certo “Programa de reinserción de acentos en la vía pública”, simpaticíssima iniciativa do publicitário e “corretor de ortografia e de estilo” (isso mesmo!) Pablo Zulaica Parra. Há várias fotos em seu blog acentos perdidos onde mostra não só as suas próprias intervenções México afora, como também uma exortação para que outros façam o mesmo — oferecendo para tal um “kit básico de acentuação” que qualquer um pode imprimir —, fotografando e mandando para o blog as “correções”.

O divertido é que nem mesmo cartazes colados irregularmente ou pichações escapam.

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Bem que a molecada podia se animar a fazer algo assim cidade afora, não?.

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ATUALIZAÇÃO: Recebi um e-mail do próprio Pablo Zulaica Parra, dizendo ter ficado contente com o post e acrescentando:

Me encantaría que alguien pudiera comenzar a hacer lo mismo en portugués. ¿Crees que podrías ayudarme, o conoces a alguien que lo hiciera? Podríamos asociarnos, sería genial.

Então, pessoal, quem se anima a fazer o mesmo por algumas cidades aqui no Brasil, já que a nossa língua anda mesmo tão maltratada? Contatem o Pablo, ele está super afim de ver sua ideia multiplicada por aí!

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2 respostas para Entre tantas campanhas…

  1. Valdir DM disse:

    Juro por São Valdir que já tive a mesma idéia. Porém, tratando-se de Brasil, um país onde o plebe é ainda pior que a plebe mexicana (a zelite, igualzinha), o problema é oposto. Trata-se de TIRAR OS ACENTOS ERRADOS. Os filhinhos de papai (ou de mamãe) que cursam os nossos cursos de Engenharia, pretendem “esmagar” a plebe (afora os desabamentos de edifícios) com a sua “cultura superior”… espalhando acentos nas placas das rodovias. Começou pelo Estado de São Paulo, depois copiados exaustivamente aqui em Mato Grosso do Sul (Eu disse “do Sul”! Sem o “do Sul”, é o outro Mato Grosso, tão lindo como o nosso). Assim, a placa diz: “Curva fechada à 500 metros”, quando deveria dizer “Curva fechada a 500 metros”. Imaginei sair por aí tirando os acentos absurdos (na língua portuguesa já há acentos demais, não precisando da ajuda equivocada de energúmenos), e colando um adesivo com os ditos “A Brigada Pró-Língua Portuguesa esteve aqui”.
    Essas ignorâncias travestidas de “cultura” chegaram às cidades, onde o “A craseado” predomina tanto como os gerúndios das telefonistas pretensamente “cultas” (na verdade, duma ignorância de dar dó… ou nojo)…

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    • Ricardo C. disse:

      Se entrar no blog do rapaz, Valdir, verá que ele também oferece um “corretor de acentos erradamente postos” que pode ser útil caso você se engaje numa campanha dessas.

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