Não sei mais se gosto de Spinoza, o Baruch

Noutro dia ele me foi mencionado, numa citação de segunda mão. (Que descobri ter sido tirada de Lacan, o Jacques).
Ouvi:

A tristeza é covardia moral.

Assumo: isso me deixou meio triste.

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13 respostas para Não sei mais se gosto de Spinoza, o Baruch

  1. Pax disse:

    Espinoza merece ser estudado. É muito bom.

    Fica triste não. Compra um livro e se diverte.

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  2. Pax disse:

    Eu sempre confundo, mas é Spinoza ou Espinosa. Nunca Espinoza como escrevi acima.

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  3. cesarkiraly disse:

    a metafísica dos afetos spinozista tem dessas coisas. um sistema para a potência das paixões. um sistema que desvia das paixões tristes. eu me incomodo muito com o sistema da Ética. mas gosto muito da crudelis pela qual Spinoza lê a política. tanto no tratado teológico-político quanto no tratado político. como nos veremos dia 15 já adianto. tento ler a política do Spinoza sem estar subordinada a metafísica dos afetos que ele propõe. eu prefiro os sistemas da tristeza e de certa covardia. me deixam feliz.

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  4. confetti* disse:

    ih….afe maria…

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  5. Darwinista disse:

    Covardia é fugir da tristeza.

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  6. REnato disse:

    É claro que, pala máxima que você citou, você e eu somos covardes… 😦

    Mas não é essa a questão, meu caro. O problema não é ficar triste – é impossível não experimentar a tristeza e seus efeitos. O problema reside em sermos dominados pela tristeza, não sabermos reagir à ela e às causas da tristeza, residam essas causas em nós ou não. Reside, igualmente, em saber o que desejamos e com o que, ou com quem, nos encontramos. O que desejamos, o que amamos, o que experimentamos, com quem nos encontramos: tudo isso aumenta ou diminue a nossa alegria em agir construtivamente? Tudo isso nos leva a uma vida decente, plena, construtiva, ou nos leva a um ponto tal de degradação que desejamos o impensável para Spinoza – a auto-destruição?

    Desculpe-me se faço essa discussão toda parecer “auto-ajuda”, não é nada disso! E, em tão pouco espaço, fica difícil desenvolver mais qualquer pensamento. Mas é esta a questão: ninguém está proibido de ficar triste, nem proibido de nada. Eu mesmo, agora, estou bem triste… Mas isso me empurra para a auto-destruição? Isso diminui o meu desejo de encontrar coisas novas, pessoas novas, territórios novos, em que eu possa estabelecer bases para minha felicidade – e, principalmente, ajudar a produzir felicidade?

    Dois textos legais sobre Spinoza:

    Das Paixões à Liberdade Em Spinoza – http://www.webartigos.com/articles/5369/1/das-paixoes-a-liberdade-em-spinoza/pagina1.html

    DELEUZE / SPINOZA
    Cours Vincennes – 24/01/1978 – http://www.webdeleuze.com/php/texte.php?cle=194&groupe=Spinoza&langue=5

    Abraço pra ti, olha pra cima, ou pro lado, ou em volta, e perceba que essa tristeza é infinitamente pequena perto de tudo de bom que você ainda irá encontrar na sua vida.

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  7. Catatau disse:

    A teoria das paixões de Espinosa é muito bonita e inspiradora, Ricardo.

    Talvez dois posts do Catatau sejam ressonantes e ofereçam alguns links sobre esse assunto: especialmente esse (por tratar precisamente do estatuto do ‘triste’), e também os links desse.

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  8. Ricardo C. disse:

    Bom, creio que preciso me explicar, porque parece que dei a entender que Espinosa deixou de me agradar de verdade, e que de alguma forma estou verdadeiramente triste…

    Há séculos que digo a mim mesmo: Ricardo, estude Espinosa, mas então outras leituras com cara de mais urgentes (mas muitas vezes nem tanto) acabam deixando a leitura para uma outra ocasião. Mas dadas as referências do Cesar Kiraly — filósofo de muitíssimo estofo —, do Renato — cujo comentário foi pra lá de bacana, e com suas recomendações já devidamente “favoritadas” — e do Catatau, arguto colega de colocações sempre pertinentes — já já vou ler seus posts e aprender, como sempre aprendo —, parece que terei que parar de procrastinar e dar um jeito de me aproximar dos escritos desse que é um Bento muito mais interessante que o XVI.

    Ah, Pax, Confetti e Darw, vocês são de casa, deixe eu espaçar um pouco os elogios sinceros que costumo fazer-lhes, sim?

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  9. Catatau disse:

    mais dois links com referencias, esse e esse.

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  10. Pingback: Renato A. O. Gimenes

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