Identidade

Eis um assunto que filósofos, psicólogos e pesquisadores das mais variadas áreas sempre discutiram, longe de chegar a algum consenso. Eu mesmo, tão mau pesquisador que sou, já desisti de concluir o que quer que seja sobre o tema — até mesmo porque não sou muito fã de conclusões, preferindo que o saber continue sempre aberto a novas possibilidades, especialmente para que não vire dogma.

A questão que hoje me faz escrever, depois de tanto alguns posts sem dizer nada muito reflexivo, é justamente o quanto somos contraditórios nessa nossa busca de uma identidade própria, exclusiva, e ao mesmo tempo feita de uma miríade — finalmente arrumei um jeito de escrever essa palavra! — de referências a grupos, ideologias e, por que não, a marcas e produtos, já que os tempos andam para lá de materialistas.

Não vou me aprofundar muito mais no tema, para não correr o risco disto daqui soar a aula, tratado ou filosofice besta. Trata-se, sobretudo, de compartilhar com vocês algumas imagens que, para mim, traduzem os paradoxos e idiossincrasias — adoro esta também! — de nossa busca de identidade, e querendo que vocês me ajudem, por favor, a entender um pouco mais sobre essa insondável busca de nosso “eu”, e os estranhos caminhos que tomamos nessa busca. Quero que me auxiliem a desvendar o porquê de certas escolhas. Assim sendo, abaixo, à esquerda, verão a foto de um casal — ou parte dele — passeando pelo calçadão do Rio de Janeiro em um domingo de sol, onde perceberão uma tatuagem, no detalhe à direita, que muito me intrigou. Digo isso por não saber se se trata de algo intencional, uma forma de protesto, um amor às avessas, uma defesa da idéia de Estado em tempos onde as grandes corporações privadas ditam as regras, ou se foi apenas uma infelicidade do destino nas mãos de um tatuador. Acontece que não pude deixar de notar a incrível semelhança entre símbolo estampado no quadril da jovem da foto e a logomarca de certa empresa do Estado do Rio de Janeiro. Olhem que já vi muita coisa nesta vida, idolatrias de todos os tipos, mas confesso: nada que se parecesse com essa espécie de declaração de amor à CEDAE** (Companhia Estadual de Águas e Esgotos)…

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** Se alguém conhecer a moça e o rapaz de mãos dadas com ela, diga-lhes que não se ofendam com esta bobagem que escrevi. Mas se os sentimentos de indignação e ódio se sobrepuserem ao bom-humor carioca em tempos de carnaval, avisem-lhes que prometo não só apagar tudo isto, como também fazer um pedido público de desculpas, tá?

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3 respostas para Identidade

  1. pingwyn disse:

    eu acho que a tatuagem nao foi terminada..deve estar pela metade, essa foi a escolha..a moca escolheu acabar a tatuagem num outro dia…

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  2. Olga disse:

    Tamb?m se parece com o logo da Editora ?tica…

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  3. Ricardo C. disse:

    É verdade, Olga, não tinha pensado nisso.Por outro lado, não sei se conseguiria fazer um post mais idiota usando a logomarca da Ática…

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